quinta-feira, 16 de julho de 2015

Cap.26 Um amor que acontece

É hoje, nem consegui acordar direito, o voo será as 3 da tarde, tenho que estar no aeroporto 1 da tarde, 9 horas da manhã e estou no meu quarto arrumando o restante das malas e chorando, 2 malas de mão e 2 bagagens enormes, só isso é permitido, estou terminando de por umas roupas na mala, depois do almoço ainda terei que fazer uns lanches para a espera do aeroporto entre as paradas, são mais de 15 horas de viagem, eu vou viajar com uma amiga minha, a Lia, uma garota muito legal, que vai morar com uma familia também em Dublim, mas longe de mim, ela tem a mesma idade que eu, e estuda inglês comigo
Lia

-Filha, vem comer..- meu pai adulou na porta que estava trancada, pois não quero que ninguém me veja chorando
-Não pai, eu não quero comer, tô arrumando as malas!
-Então me deixa ajudar!- ele pediu
-Não, estou bem!- o cortei, sentei na cama, tentando controlar o choro para meu pai não escutar- Pai, eu estou bem, pode me deixar quieta por favor? 
-Você já passou muito tempo sozinha...Queremos aproveitar essas últimas horas com você
-Não dá..Só..não dá..Por favor...-implorei
-Tá..meio-dia o almoço vai estar na mesa, queremos você lá, não vai poder mais ficar aqui enfurnada nesse quarto-ele falou
-Tá certo- concordei, não poderia fugir para sempre
Quando não dava mais para escutar os passos, voltei a chorar, fui olhar albuns antigos, e resolvi por alguns na mala, mas antes teria que pedir a minha mãe, e estava de um jeito não muito legal para entrar em contato com pessoas, resolvi tomar um banho, peguei minha toalha, e não tive coragem de sair do quarto, voltei a chorar na cama, então minha mãe veio
-Querida, posso entrar?- ela perguntou de um jeito preocupado, me levantei e fui abrir a porta, ela se mostrou aflita quando me viu- Oh, querida não fica assim, você vai estar assim, e com fé em Deus estaremos aqui te esperando-ela me abraçou
-Mas mãe..-então não contive as lágrimas e soluços- Eu vou sentir tanta saudade!-falei a apertando
-Nós também filha- e senti que ela também estava chorando, mas ela passou a mão no rosto para enxugar as lágrimas,
-Posso levar uns albuns comigo?
-Pode sim, só deixa alguns aqui..- ela falou entrando no meu quarto, e passando a mão nos albuns abertos, e vi que havia um brilho especial quando ela olhava fotos de todos nós juntos, deve ser amor de mãe-Quer ajuda com as malas?
-Não, acho que estou pronta, já está tudo nas malas
-Eu quero te dar um colar, que já foi da sua bisavó, da sua avó, minha e agora será seu...
-Own mãe...-falei enquanto ela me levava a seu quarto dela, ela buscou em um porta-jóias por um tempo até que o achou, é lindo
-Gostou?-ela perguntou sorrindo
-Amei-falei-Poe em mim por favor?
-Claro!- o colar é realmente lindo, tem um coração azul

-É de safira real esse coração- minha mãe falou passando a mão no coração,depois de botar no meu pescoço, -Bote na mala, em um lugar seguro..
-Tá certo..Agora tem que tirar- falei rindo, ela o tirou e pos em minhas mãos-Vou guardá-los
-Uhum..daqui a pouco o almoço está pronto-ela me avisou
Guardei em um porta joias que meu pai me deu de presente quando eu tinha 4 anos, sempre fui vaidosa, amava pulseiras, brincos, colares, continuo amando, tenho um carinho especial com essa caixa de música/porta joias
Minha caixinha

Depois de guardar no meio das roupas onde não correria perigo de quebrar, desci para almoçar, e todos estavam lá
-Oi familia...então é hoje né?- falei suspirando enquanto sentava
-É filha, fica feliz, você vai conhecer novos lugares, novos horizontes, novas pessoas..-meu pai falou tentando me confortar
-Vou sentir falta do senhor vendo o lado bom em tudo, nunca se deixando abalar -falei dando um sorriso orgulhoso do meu pai
-Filha comprei um diário pra você..-ele falou
-Brigada pai!- me alegrei, acho que precisarei um pouco disso
-E uns livros..-ele completou- Mas depois você vê, vamos comer....








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