sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Cap. 48 Um amor que acontece

-Pérola, você não vai sair de novo assim não né?
-Vou mãe- eu disse séria para minha mãe que me encarava da porta
-Não vai sair comigo com estilo Dark não
-Então, eu e meu estilo Dark vamos sair sozinhos- falei dando um sorrisinho enquanto ia para a porta do meu vizinho que é? DANILO!!!, 
-Tem algum nerd aqui?- falei batendo palmas na porta dele
-Tem um só- ele falou depois de um tempo abrindo a porta, ele estava sem camisa e com os dedos sujos de um salgadinho laranja * sabe né ;) *, e WOW que tanquinho amigo, migo migo tá bem hein
-Chega junto - ele ia por a mão no meu cabelo, e eu bati na mão dele- Ai, o que foi que eu fiz?
-Suas mãos estão laranjas e fedorentas, e você quer botar no meu cabelo? Não amigo, Não mesmo
-Ah é, desculpa, esqueci da sujeira de minhas mãos, Quer um pouco? - ele falou quando eu sentei em uma poltrona suja, mas que ele fez o favor de por um lençol por cima
-Não, brigada, me proíbo comer coisas que possam me matar, tipo isso
-Ai não dá pra viver, o bom é adrenalina, saber o risco e mesmo assim fazer- ele falou brincando, pegou o controle do Video Game, e foi voltar a jogar seu joguinho de violência que eu detesto, ainda mais por matar animais, ME DECLAREI VEGANA FAZ UM TEMPO, 
-Dá pra parar de jogar, Bora sair por favor, esse cheiro de hambúrguer misturado com refrigerante e salgadinho e todo o resto de porcaria tá me enjoando
-Tá tá, vou tomar banho
-Viu, onde que tá o controle, quero por em algo que preste- eu falei enquanto ele ia pro banheiro com a toalha no ombro
-Tá embaixo de você- ele falou entrando no banheiro, realmente estava. Botei num canal que tava passando o filme Dirty Dancing, e eu amo esse filme!
-Tá vamos- o Danilo falou enquanto botava a camisa tribal dele .  Senti algo estranho, e pensei na Carol, então pedi para irmos até a casa dela , chegamos lá, e o namorado dela tava lá, o Juan, não gosto dele,  ele não é legal, com a barba enorme dele, ele nunca sorri, e ele tem cara de que não vai bem com a polícia.
-Carol, Somos nós- eu falei depois de ver no vidrinho do lado da porta que ela estava lá
-Espera um pouco- ela falou, esperamos um pouco e o Juan saiu com raiva pela porta
-Sai da frente- ele gritou bravo, soltou uns milhares de palavrões
-O que foi que teve Carol?- eu entrei preocupada com o Danilo atrás de mim também preocupado
-Ele....ele...ele- ela estava chorando, e não conseguia falar, ela estava sentada no chão, e tinha uma marca vermelha de mão no rosto, e um roxo no braço, por isso que ela nunca usava blusa sem manga até o cotovelo
-Como ele teve coragem de te bater Carol?- o Danilo falou super estressado, indignado era a palavra perfeita para descrever o sentimento, repulsa, como um homem faz isso com uma mulher.
-Ele ficou bravo por que eu fui na festa da Maria Flor
-Ele não tem direito de te bater por que você foi a uma festa- eu falei a levantando, mas por dentro queria estar estrangulando ele, mas sei que não adiantaria nada- Carol, cadê seu celular, vamos ligar pro 180 AGORA!!!
-Ele jogou na parede e destruiu- ela falou enxugando as lágrimas
-Danilo me empresta seu celular, o meu está em casa
-Aqui- ele falou me dando o celular dele
-Disque 180, qual a ocorrência?- a moça falou, então a Carol depois de incentivada por a gente explicou o que havia acontecido, repetidamente faz 2 meses!!!
-Carol, nunca, nunca mesmo, deixa de nos contar se houver algo te incomodando, e se for algo sério liga para o 180, 190, o escambau todo, só não deixa continuar, não deixa- eu disse a abraçando com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, o Danilo perambulava de lá para cá, sem parar, ele faz isso com está nervoso, com raiva...
-Eu to com medo- ela falou, hoje é domingo então ela não trabalha, nem vai a faculdade, mas amanhã vai- E se ele aparecer no meu trabalho, ou na faculdade
-Ele não vai, fiquei com o celular em mão- falei mas depois lembrei do que o Juan fez- você ainda tem o celular antigo?- ela acenou com a cabeça- Então anda com ele, mas se ele aparecer e você perceber que ele está bravo, ligue para o 180 e deixa para eles escutarem tudo, e eles vão te rastrear pra mandar uma viatura, e se defenda, não vá em lugares com poucas pessoas, ande em lugares com muitas pessoas se ele aparecer fica mais fácil pra gritar e todos perceberem- ela ouviu tudo calada e depois me abraçou bem forte
-Brigada por estar aqui quando eu mais preciso- ela puxou o Danilo pro chão e o juntou no nosso abraço




*********************MENSAGEM DA AUTORA*********************************
NUNCA, EU DISSE NUNCA, DEIXE UMA VIOLÊNCIA PASSAR DESPERCEBIDA, DENUNCIE, VIOLÊNCIA NÃO É BRINCADEIRA, LIGUE PARA 180 (para violência contra mulher, dúvidas sobre a lei Maria da Penha, 190 (para emergências, número da polícia), 
outros números que você precisa saber: 193 (bombeiros), 192 (pronto socorro)
A história da Carol está indo para um rumo bom, ela aprendeu a denunciar, porém muitas mulheres convivem com esse medo, as ajude, muitas mulheres morrem por ano por violência, NÃO DEIXE DE DENUNCIAR 

                                                                    Beijos,
                                                                                             Amanda Matos

                         

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